Nós vivemos imersos nas emoções do presente e julgamos impossível visualizar o futuro. Mas basta um olhar conhecer a História, lançar um olhar crítico sobre os acontecimentos e o futuro será descortinado.
Os bons autores são os nossos guias. Giovanni Arrighi é o maior especialista em POTÊNCIAS HEGEMÔNICAS e nos mostra como o mundo está mudando cada vez mais rápido e o poder, cada vez mais efêmero.
Neste exato momento, o IMPÉRIO AMERICANO está em franca decadência e a CHINA se despontando como NOVA POTÊNCIA HEGEMÔNICA.
A População, as Exportações, as Reversas Internacionais, a Balança Comercial e o Crescimento do Pib. Em todas estas comparações, a CHINA ganha. Mas há um dado, que é o meu predileto: A POUPANÇA. Quando um país poupa bastante, é sinal que está produzindo mais do que precisa. Mais ainda, a poupança é garantia de investimento para produzir um futuro ainda melhor.
Vejamos os números das duas grandes potências.
É gritante a diferença. Enquanto a poupança da Potência decadente beira os 10% do PIB, a poupança da CHINA ultrapassa os 50%. O desequilíbrio é evidente.
A Hegemonia Militar dos Estados Unidos ainda é incontestável, mas ela tem um preço: os Estados Unidos são responsáveis por mais de 40% dos gastos militares de todo o Mundo. Uma insanidade, que já está a cobrar a conta. Seguramente, haverá cortes nos Gastos Públicos. Todas as potências que orientaram seus esforços para as Guerras se deram mal. Não. A Guerra é a última das opções.
Além das Guerras, os Estados Unidos enfrentam um problema ainda mais sério: A DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO. Eles eram os maiores produtores de petróleo, mas agora se tornaram o maior importador. Quando a economia cresce, o aumento do consumo de combustíveis piora sensivelmente suas contas externas. Quando a Economia Mundial vai bem, o preço do petróleo aumenta. E os Estados Unidos observam suas contas se degradarem. As contas só melhoram quando os Estados Unidos vão mal e o Mundo também.
Repare: Quando o Mundo e a Economia Americana vão bem, o Saldo Comercial piora.Em momentos de crises, o saldo não piora ou até mesmo ameaça voltar à normalidade. Atualmente, mesmo sem uma forte recuperação, o saldo comercial está se degradando rapidamente.
É evidente que um país unido e sensato poderia fazer com que sua queda fosse lenta e de pé. Mas não é o que temos visto. Os Estados Unidos são uma nação dilacerada pela briga de interesses mesquinhos.
E os próximos anos prometem ser emocionantes...
Sobre o Autor PAULO CÉSAR PEREIRA (SAPOIA) - Engenheiro Civil, aprovado em 26 concursos, autor do site da TÉCNICA DO CHUTE, já teve mais de 4 milhões de visitas no YouTube.
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concordo com Paulo Cesar. Os Estados Unidos tem fundamentado seu crescimento em produzir conflitos para depois utilizar-se da desculpa de levar "paz" para territorios fragilizados por suas proprias culturas.obsrvando a historia, vemos que paises que se preocuparam em fazer alianças comerciais sem precisar estourar uma bomba, foram e são bem mais "crescidos e maduros" em suas politicas internas.E os destruidos, como estão?É contra esse tipo de pensamento que o Brasil tem que se protejer.