Aprovados em concursos dizem como conseguiram a aprovação


Estabilidade financeira, boa remuneração e possibilidade de aposentadoria integral. Estes são apenas alguns benefícios inerentes ao funcionalismo púlbico. Porém, para conquistar uma vaga é indispensável muita dedicação nos estudos e renuncia a horas de lazer. Com salários iniciais que podem chegar a R$ 20 mil, a carreira pública, considerada uma das mais atrativas formas de colocação profissional, atrai constantemente, uma vez que o estudo para determinado concurso também pode servir para outros, que apresentam conteúdo programático semelhante.

De acordo com a turismóloga Adriana Figueiredo Santos Silva, 29 anos, que presta concursos para ingresso em sua área de formação e para cargos de fiscalização, a atração pelo funcionalismo teve influência da mãe. Adriana dedica oito horas por dia aos livros, apostilas e vídeo-aulas. "Acho que deveria estudar mais ainda", comenta. Ela diz que, como vem se preparando desde setembro de 2008, por meio de curso preparatório, agora procura focar apenas nas matérias que sente mais dificuldade e de acordo com o concursos que pretende prestar. "Estudo de acordo com o próximo cargo com concurso autorizado, buscando focar nas matérias novas e nas que sinto mais dificuldade", explica.

Sua dedicação e persistência já renderam bons resultados, pois foi aprovada no concurso da São Paulo Turismo e aguarda a convocação. Também foi aprovada no IBGE, em que atuou como agente censitário agropecuário temporariamente, realizando o censo das áreas rurais do estado de São Paulo. Para ela, a grande vantagem da carreira pública é a garantia do salário em dia e estabilidade.

"Uma pessoa concursada não precisa se preocupar com crises financeiras", diz. Ela ressalta que o processo de seleção garante a imparcialidade e isenção ao contratar, pois a aprovação depende apenas da competência e dos conhecimentos individuais.

Para José Angêlo Toscano, 49 anos, a seriedade da seleção é essencial e garante a contratação de profissionais idôneos. Toscano trabalhou como gerente de relacionamento na área bancária durante 20 anos e foi mandado embora devido a uma crise financeira, em 2005. "Depois que passei pela experiência de ser demitido, trabalhando há vinte anos na mesma empresa, resolvi prestar concursos. Com a minha idade não iria conseguir emprego no setor privado e não teria a mesma estabilidade que tenho agora", relata. Atualmente ele é técnico judiciário de segurança e transportes no Tribunal Regional Federal da 3º Região. Até conseguir este emprego, prestou dez concursos, em diversos cargos, e não pretende parar. "Gostaria de prestar para nalista da Receita Federal ou em algum cargo na área administrativa", diz.

Já Tarcísio dos Santos, de 42 anos, assessor judiciário do Tribunal de Justiça, diz que seu objetivo é ser advogado da União ou procurador federal. "Em geral, as carreiras da advocacia da União", afirma. A rotina corrida e atribulada faz com que opte por estudar sozinho, durante duas horas por dia. Para ele, o que mais atrai nos concursos é a garantia da aposentadoria integral. "Pretendo, depois de me aposentar, abrir um escritório próprio e advogar. Por enquanto, a melhor opção é a carreira em órgãos públicos", diz.