Tudo Sobre Concursos
 Início seta Material de Estudo seta Português seta Interpretação de texto em exercícios de exatas
Informação
Início
Concursos Públicos
Notícias
Informações Gerais
Sites Úteis
Preparação
Material de Estudo
Dicas
Vídeo Aulas
Cursos Preparatórios
Simulados*
Apostilas*
Livros*
Motivação
Artigos
Histórias de Sucesso
Pensamentos
Mensagens
Interação
Fórum de Discussão
Salas de Estudo On-line
Mural de Recados
Enquetes
Sobre o Site
Publicidade
Parceiros
Contato
Definir o site como Página InicialAdicione este site aos seus Favoritos
Links Patrocinados
Livros Recomendados
Advertisement
Publicidade
Advertisement
Advertisement
Advertisement
Tudo Sobre Concursos Públicos
Interpretação de texto em exercícios de exatas PDF Imprimir
Avaliação do Usuário: / 23
RuimBom 
Material de Estudo - Português
Por Cristiano Alexandria de Oliveira   

Sim, é possível e necessário.

Aplicar algumas técnicas de interpretação de texto em exercícios de exatas pode ser a chave para uma questão bem resolvida. Obviamente que um exercício em exatas não é como um exercício de humanas, em que o próprio enunciado contém o sumo da resposta exprimido nas alternativas. O texto nos dá indícios, tais indícios nos levam a fórmulas, e estas fórmulas, a uma resolução.

Vamos a um exemplo extraído do site da FUVEST (www.fuvest.br). É a questão 2, prova de segunda fase de Física em 2001:

ciclistaUm ciclista, em estrada plana, mantém velocidade constante Vo = 5,0 m/s (18km/h). Ciclista e bicicleta têm massa total M = 90kg. gráficoEm determinado momento, t = to, o ciclista pára de pedalar e a velocidade V da bicicleta passa a diminuir com o tempo, conforme o gráfico ao lado.


Assim, determine:

a) A aceleração A, em m/s², da bicicleta, logo após o ciclista deixar de pedalar.

b) A força de resistência horizontal total FR, em newtons, sobre o ciclista e sua bicicleta, devida principalmente ao atrito dos pneus e à resistência do ar, quando a velocidade é Vo.

c) A energia E, em kJ, que o ciclista "queimaria", pedalando durante meia hora, à velocidade Vo. Suponha que a eficiência do organismo do ciclista (definida como a razão entre o trabalho realizado para pedalar e a energia metabolizada por seu organismo) seja de 22,5%.

Analisemos a estética da questão. Possui enunciado, que é sempre afirmativo e possui as informações gerais necessárias para a solução das questões abaixo. Um gráfico à direita, cuja linha começa no canto esquerdo superior e desde para o canto direito inferior. E a figura elucidativa de um ciclista. Busque por itens em negrito. Vemos A, FR e E. Uma batida de olho e podemos ver que surgem as palavras velocidade, aceleração, força, unidades de medida como m/s². É o que nos basta para saber que se trata, dentro da Física, da Mecânica. Eliminamos Termodinâmica, Eletromagnetismo e outros. Não é muito, mas é um começo.

Analisemos o enunciado. Trecho por trecho, identificando quem é o sujeito de quem, quem é o predicado de quem e por aí vai.

Um ciclista <numericamente, “um único” ciclista apenas; e um ciclista “qualquer”>,

em estrada plana <este trecho tem função de advérbio. É onde ele está. A estrada é plana e o que é plano, é também reto>

mantém velocidade constante Vo= 5,0 m/s (18 Km/h) <primeira informação voltada para a área. O ciclista está a uma velocidade constante, ou seja, a uma velocidade que permanece, que não se altera, que não muda. Observe o parênteses à frente. Parênteses não pode ser usado para acrescentar, apenas para explicar ou mudar de forma um termo anterior. Logo, o número e a unidade de medida dentro dos parênteses é a mesma informação anterior, mas escrita de outra forma. Uma piadinha: não sabemos se o ciclista está de bicicleta, de carro ou correndo, por enquanto>

Ciclista e bicicleta <ah, agora sim. Ele está de bicicleta. “Ciclista e bicicleta” formam um sujeito composto>

Têm massa total M= 90 kg <sujeito composto bem identificado pelo verbo “têm”, com acento. É o mesmo que “eles têm”. Eles têm o quê? “Massa total M= 90 kg”. Observe que o termo “total” é até uma redundância, já que o sujeito “ciclista e bicicleta” e o verbo “têm” já caracteriza que estamos falando dos dois ao mesmo tempo, formando um todo. Obviamente a massa só poderia ser total. Concluímos que os dois juntos tem massa de 90 kg. Não sabemos a massa de cada um individualmente. Sempre lembrando, massa é invariável, peso depende da gravidade e da altura.>

Em determinado momento, t= to <trecho adverbial que estabelece uma quebra no paradigma anterior. Entendemos que “o ciclista vinha desta forma, até que...”. Esta forma de escrever “em determinado momento”, é próprio da área de exatas. O momento poderia ser qualquer um, mas é determinado, medido, indicado. O termo entre vírgulas à frente pode ser entendido como um aposto, “nomeando” o momento que foi determinado. Ele se chama “t” e é igualado a “to”. Este zerinho subscrito significa “t” inicial, o primeiro “t”, o marco do “t”.>

O ciclista pára de pedalar <se o ciclista parou, então ele estava pedalando. O ciclista poderia estar com a bicicleta nas costas correndo a 18 km/h. Claro que poderia. Isto pode ser importante. Toda informação pode ser importante. Se ele estava pedalando, é porque estava girando o pedal que movimenta a corrente; que movimenta a roda traseira; que empurra ciclista e bicicleta para frente. O importante aqui é: se alguém vem pedalando em uma bicicleta, numa estrada plana, reta, e, de repente, para (“pára”, naquele época, tinha acento. Saudades!), o que vai acontecer com os dois? Eles vão parar. Vão parar vagarosamente. Isto nós presenciamos no dia-a-dia, pela nossa experiência. É uma postura das provas da Fuvest, de contextualizar teoria com assuntos do cotidiano>

E a velocidade V da bicicleta passa a diminuir com o tempo <observe que deduzimos esta frase somente pela anterior. Mas, numa prova de vestibular, não se pode deixar margens para dúvidas (a estrada poderia estar no espaço, onde a velocidade não diminuiria, por causa do vácuo). A velocidade da bicicleta (e do ciclista, lógico) passa a diminuir com o tempo. Este “com o tempo” tanto nos dá a idéia em física de passagem de tempo, 1 segundo, 2 segundos, tanto quanto nos dá a idéia de demora, de algo que não ocorreu de vez, de algo que ocorreu aos poucos, paulatina e uniformemente. O dado mais importante aqui é “velocidade V”. A velocidade da bicicleta não era Vo? É o mesmo que aconteceu com o “t”. O “t” que iniciava tinha um zerinho. O “V” que iniciou também tinha um zerinho. Logo, a velocidade V é a nova velocidade que o ciclista adquiriu quando deixou de pedalar a bicicleta. Mas ela não é um número fixo, pois, “com o passar do tempo”, reduz mais e mais. Sei que você já começou a captar a idéia do gráfico>

Conforme o gráfico ao lado <viu? O gráfico elucida os números envolvidos na questão>

Daí em diante, tudo se torna mais aberto e possível, porque sabemos o que pode ser perguntado. Afinal, temos algumas informações claras, alguns dados e o porquê destes dados.

Tudo isto para mostrar que não precisamos nos desesperar com questões de exatas (claro, aqueles que não têm facilidade). É um texto como qualquer outro, geralmente bem simples de se entender, às vezes até redundante quando o encaramos além dos símbolos. É possível contextualizar Gramática, colocá-la em prática nas outras matérias. Basta querer.

Até a próxima.

Cristiano Alexandria de Oliveira


Veja também:

Comentários
AdicionarPesquisar
Comentar
Nome:
Tí­tulo:
Security Image
 
Digite o código que está na figura e clique em enviar.

Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved.

 

Veja também: Vídeo Aulas Gratuitas para Concursos Públicos!


PUBLICIDADE - Apostilas para Concursos Públicos (Mercado Livre):


Compartilhe:
| Mais
Links Patrocinados
Publicidade