A Sociedade do Conhecimento e as Novas Organizações

A globalização econômica - que até bem pouco tempo era o ponto de divergência entre diversas pessoas, tendo inclusive demonstrado a distância existente entre países ricos é pobres - é, hoje, uma realidade inegável e, apesar de muitos não a aceitarem, é a principal razão de se falar tanto em 'sociedade do conhecimento' em nossos dias. Atualmente, a informação e o conhecimento passaram a ter mais valor do que um produto ou serviço, dependendo do que viria a satisfazer o cliente. Segundo BORGES (1995): "O momento é de negar os princípios da era industrial, provocando o abalo de teorias já consolidadas.

Nesse contexto de crise, desenvolve-se o conceito de sociedade do conhecimento como novo paradigma sócio-econômico. Surgem questionamentos e polêmicas no âmbito das ciências econômicas, uma vez que os modelos conceituais vigentes - taylorista, fordista, materialismo histórico -, não se adequam a essa nova orientação econômica, , totalmente diversa da ideologia e princípios que fundamentam a sociedade industrial."

Isto significa que as novas organizações buscam por profissionais que estejam se atualizando constantemente. Segundo PETER DRUCKER, em entrevista concedida à Revista Exame, publicada na edição de 15 de novembro de 2000, as empresas estão em busca da liderança. Perguntado sobre quais seriam as regras que estabeleceria para a inovação, foi com simplicidade que respondeu: "Hoje você precisa de uma organização que lidere as mudanças, não que seja apenas inovadora. Há cinco anos havia uma vasta literatura acerca da criatividade. A maior parte da criatividade é aquela quantidade normal de trabalho duro e sistemático. Há cinco anos todo mundo queria ser uma empresa inovadora, mas, a não ser que você seja uma empresa 'líder de mudanças', não vai ter o tipo de cabeça para inovação. A inovação é muito imprevisível. Sua calça tem um zíper, certo?"

O fato é que, com a globalização, as mudanças passaram a ocorrer ainda mais rápidas. A informática e a internet concorreram para que o processo globalizador fosse acelerado. Inclusive, com o fator da automação dos meios de produção, a necessidade de contar com pessoas que façam atualizações profissionais constantemente, só fez aumentar. Principalmente porque a cada novo produto traduz a necessidade de obtenção de infindáveis informações.

BORGES (1995) traduziu, assim, a importância do conhecimento em relação às novas organizações: \"A aceleração das mudanças determina que o conhecimento - sobre tecnologia, mercados, fornecedores, distribuidores, moedas, taxas de juros, consumidores - torne-se rapidamente perecível. Torna-se imprescindível a formação de redes de comunicação e de suporte formadas por fornecedores e clientes.\"

Devido aos aspectos das mudanças, além das constantes atualizações quanto a pessoal, informática e conhecimentos específicos, as organizações passaram a valorizar ainda mais seu acervo documental. Isto porque é nele que estão inseridos os mais diversos benefícios do conhecimento, bem como as informações propriamente ditas. CIANCONI, em texto publicado na \"Informare\" do primeiro semestre do ano de 1998, diz, a respeito dos arquivos das organizações, que sua importância cresceu muito, principalmente porque diversas instituições estão perdendo sua própria história. Para ela, \"As organizações que não se preocupam em gerenciar seus registros ou assentamentos de informação, visando armazenamento, manutenção e recuperação tendem a ser pouco competitivas, na medida que o poder e eficácia estão relacionados à memória organizacional.\"

Este pensamento é complementado por DRUCKER (1981) em seu \"O gerente eficaz\", quando diz: \"Uma organização não é, como um animal, um fim em si mesma e bem sucedida pelo mero ato de perpetuação da espécie. Ela é um órgão da sociedade e se justifica pela contribuição que presta ao ambiente exterior. E, contudo, quanto maior e aparentemente mais bem sucedida se torna uma organização, tanto mais os acontecimentos internos tendem a engajar os interesses, as energias e as capacidades do gerente, excluindo sua real missão e sua verdadeira eficácia no exterior.\" (p. 23)

As organizações estão agora focalizando suas atenções nos tipos de informação que formam ou podem vir a formar o conhecimento que gerará seus novos produtos, suas novas riquezas e seus novos serviços.

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