Arquivos e Arquivistas


As definições de Mabillon dos diversos tipos de documentos em seu "De Re Diplomatica" foram as primeiras a determinar tipologias documentais. Com base nelas, foi desenvolvido o primeiro trabalho do Arquivo Nacional da França. A Comissão Hoover desenvolveu um aprimoramento do trabalho de Dewey, desenvolvendo os conceitos de gestão de documentos e de documentação arquivística que, atualmente, regem o funcionamento do National Archives e dos Records Centers. "Nos Estados Unidos, a gestão de documentos se institucionalizou com a aprovação da Lei Federal de Arquivos, em 1950. O termo "gestão de documentos" incorporou-se, formalmente, na terminologia arquivística após sua inclusão no Dicionário do Conselho Internacional de Arquivos, editado em 1984." (PAES, 1998)

A necessidade de padronização criteriosa dos serviços dos arquivos, deu origem aos cursos certificadores americanos, onde: (...) "existe uma certificação para o profissional habilitado a exercer a função de records manager: o CRM (Certified Records Manager) título usado como qualificação pelos seus possuidores e considerado essencial à profissionalização dos records manager" (CIANCONI, 1998); Há o curso de Records Management no Simmon College "como parte do Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação da Graduate School of Library and Information Science" (CIANCONI, 1998); "Outro certificado, bastante conhecido internacionalmente, é fornecido pela Association of Records Manager and Administration (ARMA) e seus membros." (CIANCONI, 1998)

Diversos outros países, em busca da eficiência em seus serviços de arquivos, oferecem as mais diversificadas formas de certificação aos seus profissionais. No Brasil, além da graduação universitária dos cursos de Arquivologia, muito pouco se desenvolve em ensino para arquivos. Isto se reflete na baixa qualidade dos serviços desenvolvidos por técnicos de arquivo e seus auxiliares. Por este motivo, muitos empregadores, hoje, têm procurado empreender treinamentos a tais profissionais.

Sabe-se que a formação dos arquivistas em universidades brasileiras, ainda precisa de mudanças no que se refere ao estudo das novas tecnologias de informação. Mesmo assim, o nível dos profissionais da área tem melhorado muito, principalmente pelo próprio interesse dos graduandos (e dos já formados) em buscar o conhecimento complementar por conta própria.

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