O Valor da Informação

Quando na época de Taylor se dizia que uma empresa era dividida em força de trabalho e equipamentos, era porque - apesar do uso do conhecimento na operação de máquinas e na utilização de materiais diversos - considerava-se que o trabalho apenas obedecia o que hoje se chama de \'esforço por repetição contínua\'.

Com a importância adquirida pela informação nos últimos anos, diversos autores começaram a desenvolver um trabalho de classificação e atribuição de valor às informações. CHIAVENATTO (1999 apud MORESI, 2000) dividiu as organizações em três níveis a saber: operacional, intermediário (ou gerencial) e institucional, identificando tipos diferentes de informação em cada um deles para o desenvolvimento de suas atividades. Assim, um trabalhador de linha de montagem em uma fábrica, utiliza informações pertinentes ao trabalho que faz (nível operacional); um chefe de setor gerencia as atividades dos montadores e soldadores, devendo conhecer o utilidade final do item montado - ou sua aplicação - para poder avaliar e analisar o desenvolvimento do trabalho (nível intermediário); da mesma forma, o dono de uma empresa (ou o presidente ou diretor), deve se manter atento à chefia estabelecida por seus gerentes, colhendo informações sobre os seus mais diversos setores e desenvolvendo propostas e alternativas para o funcionamento da organização (nível institucional).

AMARAL (1994 apud MORESI, 2000) classificou quatro tipos de informação: crítica, mínima, potencial e sem interesse, conforme o grau de importância da mesma. Sua classificação complementa a de KING & KRACMER (1998 apud MORESI, 2000), que divide a informação em interna e externa. No entanto, o que chama a atenção na classificação de AMARAL (1994 apud MORESI, 2000) é que, para cada nível da organização - conforme CHIAVENATTO (1999 apud MORESI, 2000) -, ela é totalmente diferente.

Assim, uma informação vital para a diretoria de uma empresa (informação crítica - nível institucional) pode ser vista como dispensável pela chefia de um setor qualquer (informação sem interesse - nível intermediário). A partir destas definições, MORESI (2000), cita CRONIN (1990), que identifica quatro formas de se avaliar a informação, destacando seu valor por utilidade, trocabilidade, propriedade e restritividade. 12 TARAPANOFF, ARAÚJO JÚNIOR e CORMIER (2000) dizem que: \"Agregar valor a produtos e serviços significa imprimir aos mesmos uma diferenciação que os torna mais atraentes aos olhos dos consumidores, quer seja em termos de qualidade, rapidez, durabilidade, assistência ou preço. Podem se identificadas seis categorias de atividades de valor agregado: facilidade de uso, redução de informação desnecessária, qualidade, adaptabilidade, economia e tempo de custo (Taylor, 1986).

"No que se refere à informação, a agregação de valor excede os métodos tradicionais de consulta, pesquisa e disponibilização de informação aos usuários das também tradicionais bibliotecas. As atividades do bibliotecário podem incluir: treinamento, trabalho especializado e atendimento a consultas dos usuários sobre seleção de fontes de informação; desenvolvimento de estratégias de pesquisa/busca; avaliação da informação.\"

Em contraponto à citação acima, deve-se ressaltar que tais atribuições relacionadas aos bibliotecários também são pertinentes aos arquivistas, documentalistas, pesquisadores e historiadores. Quando a organização aprende a melhor maneira de lidar com as informações que recebe e produz e faz uso dos benefícios conseqüentes de forma correta, tem-se a base da inteligência competitiva.

Por outro lado, "Com relação às unidades de informação, é condição precípua a identificação do seu macroambiente para que se possa determinar, a partir daí, a possibilidade de utilização da inteligência competitiva em seus processos\" (TARAPANOFF, ARAÚJO JÚNIOR e CORMIER, 2000), sugerindo que, para um melhor desenvolvimento de suas atividades e uma expressiva melhoria de desempenho, tanto a organização como os seus funcionários ampliem seus conhecimentos acerca da ciência da informação e das suas disciplinas complementares, antecipando, assim, as demandas provenientes de \"novas tendências em relação às novas estruturas, à facilidade de acesso à informação, à formação, à agregação de valor e qualidade a esses produtos, bem como à sua personalização (customização), função de redes e de posicionamento no mercado" (TARAPANOFF, ARAÚJO JÚNIOR e CORMIER, 2000).

MORESI (2000) define o valor da informação por uma equação que define todos os fatores que a determinam pela sua importância. Assim, o valor da informação seria formado pela função de cada um desses fatores (informação, organização, finalidade, ações e resultados).

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