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Pronomes

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha o nome, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome substituir um substantivo, será denominado pronome substantivo; quando acompanhar um substantivo, será denominado pronome adjetivo. Por exemplo, na frase Aqueles garotos estudam bastante; eles serão aprovados com louvor. Aqueles é um pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo garotos e eles é um pronome substantivo, pois substitui o mesmo substantivo.

 

Pronome substantivo x pronome adjetivo

Esta classificação pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome, podendo variar em função do contexto frasal.

pron. substantivo: substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro)

pron. adjetivo: acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo)

Obs.: Os pronomes pessoais são sempre substantivos

Pessoas do discurso

São três:

1ª pessoa: aquele que fala, emissor

2ª pessoa: aquele com quem se fala, receptor

3ª pessoa: aquele de que ou de quem se fala, referente

Tipos de pronomes

·         pessoal

·         possessivo

·         demonstrativo

·         relativo

·         indefinido

·         interrogativo

Pessoal

Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa.

Ex.:A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe.

Apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase, dividindo-se em retos e oblíquos.

Pronomes Pessoais

número

pessoa

pronomes retos

pronomes oblíquos

 

 

 

tônicos

átonos

 

singular

1a.
2a.
3a.

eu
tu
ele, ela

mim, comigo
ti, contigo
ele, ela, si, consigo

me
te
se, o, a, lhe

 

plural

1a.
2a.
3a.

nós
vós
eles, elas

nós, conosco
vós, convosco
eles, elas, si, consigo

nos
vos
se, os, as, lhes

Os pron. pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento.

Obs.: os pron. oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome.

Os pron. de tratamento estão enquadrados nos pron. pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pess.), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pess.

Abrev.

Tratamento

Uso

V. A.

Vossa Alteza

príncipes, arquiduques, duques

V. Em.ª

Vossa Eminência

cardeais

V. Ex.ª

Vossa Excelência

altas autoridades do governo e das classes armadas

V. Mag.ª

Vossa Magnificência

reitores das universidades

V. M.

Vossa Majestade

reis, imperadores

V. Rev.ma

Vossa Reverendíssima

sacerdotes em geral

V. S.

Vossa Santidade

papas

V. S.ª

Vossa Senhoria

funcionários públicos graduados, oficiais até coronel, pessoas de cerimônia

Obs.: também são considerados pron. de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita.

Emprego

·         você hoje é usado no lugar das 2as pessoas (tu/vós), levando o verbo para a 3ª pessoa

·         as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S.

·         quando precedidos de preposição, os pron. retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos

·         os pron. acompanhados das palavras ou todos assumem a forma reta (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles ali)

·         as formas oblíquas o, a, os, as não vêm precedidas de preposição; enquanto lhe e lhes vêm regidos das preposições a ou para (não expressas)

·         eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ? para mim fazer)

·         me, te, se, nos, vos - podem ter valor reflexivo

·         se, nos, vos - podem ter valor reflexivo e recíproco

·         si e consigo - têm valor exclusivamente reflexivo

·         conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios ou um numeral)

·         o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal

·         os pron. pess. retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus)

·         pode-se omitir o pron. sujeito, pois as DNPs verbais bastam para indicar a pessoa gramatical

·         plural de modéstia - uso do "nós" em lugar do "eu", para evitar tom impositivo ou pessoal

·         num sujeito composto é de bom tom colocar o pron. de 1ª pess. por último (José, Maria e eu fomos ao teatro). Porém se for algo desagradável ou que implique responsabilidade, usa-se inicialmente a 1ª pess. (Eu, José e Maria fomos os autores do erro)

·         não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ? Vi as bolsas dele bem aqui)

·         os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro)

Obs.: as regras de colocação dos pronomes pessoais do caso oblíquos átonos serão vistas em separado

Possessivo

Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída.

Pronomes possessivos

pessoa

um possuidor

vários possuidores

meu (s), minha (s)

nosso (a/s)

teu (a/s)

vosso (a/s)

seu (a/s)

seu (a/s)

Emprego

·         normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase

·         seu (a/s) pode causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?)

·         pode indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos)

·         nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor

Demonstrativo

Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo.

Mesmo, próprio, semelhante, tal e o (a/s) podem desempenhar papel de pron. demonstrativo.

Emprego

·         indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá)

·         indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago)

·         fazendo referência ao que já foi ou será dito no texto - este (ainda se vai falar) e esse (já mencionado)

·         o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s)

·         tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a)

·         mesmo e próprio são demonstrativos quando significarem "idêntico" ou "em pessoa". Concordam com o nome a que se referem

·         podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite)

·         nisso e nisto (em + pron.) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, ela entrou triunfante)

Relativo

Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente).

São eles que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s).

Emprego

·         quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados

·         quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição

·         cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu conseqüente

·         quanto (a/s) normalmente tem por antecedente os pronomes indefinidos tudo, tanto (a/s)

Indefinido

Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico. Podem fazer referência a pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada.

Pronomes indefinidos

pessoas

quem, alguém, ninguém, outrem

lugares

onde, algures, alhures, nenhures

coisas

que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada

Emprego

·         algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema)

·         cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma)

·         certo é indefinido se vier antes do nome a que estiver se referindo. Caso contrário é adjetivo (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos)

·         bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo

·         o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa"

·         o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje)

·         o pronome outro (a/s) ganha valor adjetivo se equivaler a diferente" (Ela voltou outra das férias)

·         existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que seja, seja quem for, cada um etc.

Interrogativo

Usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso.

Na verdade, são os pronomes indefinidos que, quem, qual (a/s) e quanto (a/s) em frases interrogativas. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou)

Flexão

É a variação de forma e, conseqüentemente, de significado de uma palavra.

 

* Flexão de Gênero

Gênero é o termo que a gramática utiliza para enquadrar as palavras variáveis da língua em masculinas e femininas. Temos os gêneros masculino e feminino.

As classes de palavras que apresentam flexão de gênero são: substantivo, adjetivo, artigo, pronome e numeral.

 

 - palavras do gênero masculino.

seres animais: moço, menino, leão, gato, cantor.

coisas: pente, lápis, disco, amor, mar.

 

 - palavras do gênero feminino.

seres animais: moça, menina, leoa, gata, cantora.

coisas: colher, revista, fumaça, raiva, chuva.

 

As demais palavras que admitem esse tipo de flexão (artigo, adjetivo, pronome e numeral) acompanham o gênero do substantivo a que se referem. Exemplos:

As crianças órfãs.

Pequenos índios.

Esses meninos.

Duas crianças.

 

* Flexão de Número

As palavras variáveis podem mudar sua terminação para indicar singular ou plural. Apresentam flexão de número: o substantivo, o artigo, o adjetivo, o numeral e o verbo.

 

Exemplo:

Sua irmã sofreu um arranhão. (singular)

Suas irmãs sofreram uns arranhões. (plural)

 

OBS:

1) A flexão de gênero e de número do substantivo implica flexão correspondente do adjetivo.

 

alunos                    espertos

subst.                       adj.

masc. pl.                  masc. pl.

 

2) Há casos de erro de concordância em que a concordância de número pode não acontecer de fato e um dos termos pode ficar sem flexão numérica.

 

Tinha mãos grande.

Achei coisas meio esquisita por aqui ...

 

* Flexão de Grau

São as mudanças efetuadas na terminação para indicar tamanho (nos substantivos) e intensidade (nos adjetivos).

 

O menino estava nervoso.

O menininho estava nervoso.

O menino estava nervosíssimo.

 

O grau pode expressar estado emotivo e não somente intensidade ou tamanho:

Que doutorzinho, hein ! (ironia)

Filhinho, venha cá. (carinho)

 

O advérbio, embora seja uma palavra invariável, admite flexão de grau:

 

O fato aconteceu cedo. (advérbio não flexionado)

O fato aconteceu cedinho. (advérbio flexionado)

 


Pronomes Pessoais

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam uma das três pessoas do discurso: a que fala, a com quem se fala e a de quem se fala.

Pronomes pessoais do caso reto

Pronomes pessoais do caso reto são os que desempenham a função sintática de sujeito da oração. São os pronomes: eu, tu, ele, ela, nós, vós eles, elas.

Pronomes pessoais do caso oblíquo

São os que desempenham a função sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial, adjunto adnominal ou sujeito acusativo (sujeito de oração reduzida).

Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os átonos, que não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por preposição.

Pronomes oblíquos átonos:

Os pronomes oblíquos átonos são os seguintes: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.

Pronomes oblíquos tônicos:

Os pronomes oblíquos tônicos são os seguintes: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas.


Usos dos Pronomes Pessoais



01) Eu, tu / Mim, ti

Eu e tu exercem a função sintática de sujeito. Mim e ti exercem a função sintática de complemento verbal ou nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial e sempre são precedidos de preposição.

Ex.

Trouxeram aquela encomenda para mim.

Era para eu conversar com o diretor, mas não houve condições.

Agora, observe a oração Sei que não será fácil para mim conseguir o empréstimo. O pronome mim NÃO é sujeito do verbo conseguir, como à primeira vista possa parecer. Analisando mais detalhadamente, teremos o seguinte: O sujeito do verbo ser é a oração conseguir o empréstimo, pois que não será fácil? resposta: conseguir o empréstimo, portanto há uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, que é a oração que funciona como sujeito, tendo o verbo no infinitivo. O verbo ser é verbo de ligação, portanto fácil é predicativo do sujeito. O adjetivo fácil exige um complemento, pois conseguir o empréstimo não será fácil para quem? resposta: para mim, que funciona como complemento nominal. Ademais a ordem direta da oração é esta: Conseguir o empréstimo não será fácil para mim.

02) Se, si, consigo

Se, si, consigo são pronomes reflexivos ou recíprocos, portanto só poderão ser usados na voz reflexiva ou na voz reflexiva recíproca.

Ex.

Quem não se cuida, acaba ficando doente.

Quem só pensa em si, acaba ficando sozinho.

Gilberto trouxe consigo os três irmãos.

 

03) Com nós, com vós / Conosco, convosco

Usa-se com nós ou com vós, quando, à frente, surgir qualquer palavra que indique quem "somos nós" ou quem "sois vós".

Ex.

Ele conversou com nós todos a respeito de seus problemas.

Ele disse que sairia com nós dois.

 

04) Dele, do + subst. / De ele, de o + subst.

Quando os pronomes pessoais ele(s), ela(s), ou qualquer substantivo, funcionarem como sujeito, não devem ser aglutinados com a preposição de.

Ex.

É chegada a hora de ele assumir a responsabilidade.

No momento de o orador discursar, faltou-lhe a palavra.

 

05) Pronomes Oblíquos Átonos

Os pronomes oblíquos átonos são me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os as, lhes. Eles podem exercer diversas funções sintáticas nas orações. São elas:

A) Objeto Direto
Os pronomes que funcionam como objeto direto são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.

Ex.

Quando encontrar seu material, traga-o até mim.

Respeite-me, garoto.

Levar-te-ei a São Paulo amanhã.

Notas:

01) Se o verbo for terminado em M, ÃO ou ÕE, os pronomes o, a, os, as se transformarão em no, na, nos, nas.

Ex.

Quando encontrarem o material, tragam-no até mim.

Os sapatos, põe-nos fora, para aliviar a dor.

 

02) Se o verbo terminar em R, S ou Z, essas terminações serão retiradas, e os pronomes o, a, os, as mudarão para lo, la, los, las.

Ex.

Quando encontrarem as apostilas, deverão trazê-las até mim.

      As apostilas, tu perde-las toda semana. (Pronuncia-se pérde-las)

As garotas ingênuas, o conquistador sedu-las com facilidade.

 

03) Independentemente da predicação verbal, se o verbo terminar em mos, seguido de nos ou de vos, retira-se a terminação -s.

Ex.

Encontramo-nos ontem à noite.

Recolhemo-nos cedo todos os dias.

 

04) Se o verbo for transitivo indireto terminado em s, seguido de lhe, lhes, não se retira a terminação s.

Ex.

Obedecemos-lhe cegamente.

Tu obedeces-lhe?

 

B) Objeto Indireto
Os pronomes que funcionam como objeto indireto são me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.

Ex.

Traga-me as apostilas, quando as encontrar.

Obedecemos-lhe cegamente.

 

C) Adjunto adnominal
Os pronomes que funcionam como adjunto adnominal são me, te, lhe, nos, vos, lhes, quando indicarem posse (algo de alguém).

Ex.

Quando Clodoaldo morreu, Soraia recebeu-lhe a herança. (a herança dele)

Roubaram-me os documentos. (os documentos de alguém - meus)

 

D) Complemento nominal
Os pronomes que funcionam como complemento nominal são me, te, lhe, nos, vos, lhes, quando complementarem o sentido de adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos. (algo a alguém, não provindo a preposição a de um verbo).

Ex.

Tenha-me respeito. (respeito a alguém)

É-me difícil suportar tanta dor. (difícil a alguém)

 

E) Sujeito acusativo
Os pronomes que funcionam como sujeito acusativo são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as, quando estiverem em um período composto formado pelos verbos fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir, e um verbo no infinitivo ou no gerúndio.

Ex.

Deixei-a entrar atrasada.

Mandaram-me conversar com o diretor.

 

 

Pronomes Relativos

O Pronome Relativo Que



Este pronome deve ser utilizado com o intuito de substituir um substantivo (pessoa ou "coisa"), evitando sua repetição. Na montagem do período, deve-se colocá-lo imediatamente após o substantivo repetido, que passará a ser chamado de elemento antecedente.

Por exemplo, nas orações Roubaram a peça. A peça era rara no Brasil há o substantivo peça repetido. Pode-se usar o pronome relativo que e, assim, evitar a repetição de peça. O pronome será colocado após o substantivo. Então teremos Roubaram a peça que... . Este que está no lugar da palavra peça da outra oração. Deve-se, agora, terminar a outra oração: ...era rara no Brasil, ficando

Roubaram a peça que era rara no Brasil.



Pode-se, também, iniciar o período pela outra oração, colocando o pronome após o substantivo. Então, tem-se A peça que... Este que está no lugar da palavra peça da outra oração. Deve-se, agora, terminar a outra oração: ...roubaram, ficando A peça que roubaram... . Finalmente, conclui-se a oração que se havia iniciado: ...era rara no Brasil, ficando

A peça que roubaram era rara no Brasil.



Outros exemplos:

01) Encontrei o garoto. Você estava procurando o garoto.

Substantivo repetido = garoto

Colocação do pronome após o substantivo = Encontrei o garoto que ...

Restante da outra oração = ... você estava procurando.

Junção de tudo = Encontrei o garoto que você estava procurando.

 

Começando pela outra oração:

Colocação do pronome após o substantivo = Você estava procurando o garoto que ...

Restante da outra oração = ... encontrei

Junção de tudo = Você estava procurando o garoto que encontrei.

 

02) Eu vi o rapaz. O rapaz era seu amigo.

Substantivo repetido = rapaz

Colocação do pronome após o substantivo = Eu vi o rapaz que ...

Restante da outra oração = ... era seu amigo.

Junção de tudo = Eu vi o rapaz que era seu amigo.

 

Começando pela outra oração:

Colocação do pronome após o substantivo = O rapaz que ...

Restante da outra oração = ... eu vi ...

Finalização da oração que se havia iniciado = ... era seu amigo

Junção de tudo = O rapaz que eu vi era seu amigo.

 

03) Nós assistimos ao filme. Vocês perderam o filme.

Substantivo repetido = filme

Colocação do pronome após o substantivo = Nós assistimos ao filme que ...

Restante da outra oração = ... vocês perderam.

Junção de tudo = Nós assistimos ao filme que vocês perderam.

 

Começando pela outra oração:

Colocação do pronome após o substantivo = Vocês perderam o filme que ...

Restante da outra oração = ... nós assistimos

Junção de tudo = Vocês perderam o filme que nós assistimos.

Observe que, nesse último exemplo, a junção de tudo ficou incompleta, pois a primeira oração é Nós assistimos ao filme, porém, na junção, a prep. a desapareceu. Portanto o período está inadequado gramaticalmente. A explicação é a seguinte: Quando o verbo do restante da outra oração exigir preposição, deve-se colocá-la antes do pronome relativo. Então teremos: Vocês perderam o filme a que nós assistimos.

04) O gerente precisa dos documentos. O assessor encontrou os documentos

Substantivo repetido = documentos

Colocação do pronome após o substantivo = O gerente precisa dos documentos que ...

Restante da outra oração = ... o assessor encontrou

Junção de tudo = O gerente precisa dos documentos que o assessor encontrou.

 

Começando pela outra oração:

Colocação do pronome após o substantivo = O assessor encontrou os documentos que ...

Restante da outra oração = ... o gerente precisa.

O verbo precisar está usado com a prep. de, portanto ela será colocada antes do pronome relativo.

Junção de tudo = O assessor encontrou os documentos de que o gerente precisa.

Obs: O pronome que pode ser substituído por o qual, a qual, os quais e as quais sempre. O gênero e o número são de acordo com o substantivo substituído.

Os exemplos apresentados ficarão, então, assim, com o que substituído por qual:

Encontrei o livro o qual você estava procurando. Você estava procurando o livro o qual encontrei.

Eu vi o rapaz o qual é seu amigo. O rapaz o qual vi é seu amigo.

Nós assistimos ao filme o qual vocês perderam. Vocês perderam o filme ao qual nós assistimos.

O gerente precisa dos documentos os quais o assessor encontrou. O assessor encontrou os documentos dos quais o gerente precisa.

Obs: Todos os pronomes relativos iniciam Oração Subordinada Adjetiva, portanto todos os períodos apresentados contêm oração subordinada adjetiva.

 

O Pronome Relativo Cujo



Este pronome indica posse (algo de alguém).
Na montagem do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo)

Por exemplo, nas orações Antipatizei com o rapaz. Você conhece a namorada do rapaz. o substantivo repetido rapaz possui namorada. Deveremos, então usar o pronome relativo cujo, que será colocado entre o possuidor e o possuído: Algo de alguém = Alguém cujo algo. Então, tem-se a namorada do rapaz = o rapaz cujo a namorada. Não se pode, porém, usar artigo (o, a, os, as) depois de cujo. Ele deverá contrair-se com o pronome, ficando: cujo + o = cujo; cujo + a = cuja; cujo + os = cujos; cujo + as = cujas. Então a frase ficará o rapaz cuja namorada. Somando as duas orações, tem-se:

Antipatizei com o rapaz cuja namorada você conhece.

Outros exemplos:

01) A árvore foi derrubada. Os frutos da árvore são venenosos.

Substantivo repetido = árvore - o substantivo repetido possui algo.

Algo de alguém = Alguém cujo algo: os frutos da árvore = a árvore cujos frutos. Somando as duas orações, tem-se:

A árvore cujos frutos são venenosos foi derrubada.

 

Começando pela outra oração:

Colocação do pronome que após o substantivo = Os frutos da árvore que...

Restante da outra oração = ...foi derrubada ...

Finalização da oração que se havia iniciado = ...são venenosos

Junção de tudo = Os frutos da árvore que foi derrubada são venenosos.

 

02) O artista morreu ontem. Eu falara da obra do artista.

Substantivo repetido = artista - o substantivo repetido possui algo.

Algo de alguém = Alguém cujo algo: a obra do artista = o artista cuja obra. Somando as duas orações, tem-se:

O artista cuja obra eu falara morreu ontem.



Observe que, nesse último exemplo, a junção de tudo ficou incompleta, pois a segunda oração é: Eu falara da obra do artista, porém, na junção, a prep. de desapareceu. Portanto o período está inadequado gramaticalmente. A explicação é a seguinte: Quando o verbo da oração subordinada adjetiva exigir preposição, deve-se colocá-la antes do pronome relativo. Então, tem-se: O artista de cuja obra eu falara morreu ontem.

03) As pessoas estão presas. Eu acreditei nas palavras das pessoas.

Substantivo repetido = pessoas - o substantivo repetido possui algo.

Algo de alguém = Alguém cujo algo: as palavras das pessoas = as pessoas cujas palavras. Somando as duas orações, tem-se

As pessoas cujas palavras acreditei estão presas.



O verbo acreditar está usado com a prep. em, portanto ela será colocada antes do pronome relativo. As pessoas em cujas palavras acreditei estão presas.

Começando pela outra oração:

Colocação do pronome que após o substantivo = Eu acreditei nas palavras das pessoas que ...

Restante da outra oração = ... estão presas

Junção de tudo = Eu acreditei nas palavras das pessoas que estão presas.

Obs: Todos os pronomes relativos iniciam Oração Subordinada Adjetiva, portanto todos os períodos apresentados contêm oração subordinada adjetiva.

 

O Pronome Relativo Quem



Este pronome substitui um substantivo que representa uma pessoa, evitando sua repetição. Somente deve ser utilizado antecedido de preposição, inclusive quando funcionar como objeto direto, Nesse caso, haverá a anteposição obrigatória da prep. a, e o pronome passará a exercer a função sintática de objeto direto preposicionado. Por exemplo na oração A garota que conheci está em minha sala, o pronome que funciona como objeto direto. Substituindo pelo pronome quem, tem-se

A garota a quem conheci ontem está em minha sala.



Há apenas uma possibilidade de o pronome quem não ser precedido de preposição: quando funcionar como sujeito. Isso só ocorrerá, quando possuir o mesmo valor de o que, a que, os que, as que, aquele que, aquela que, aqueles que, aquelas que, ou seja, quando puder ser substituído por pronome demonstrativo (o, a, os, as, aquele, aquela, aqueles, aquelas) mais o pronome relativo que. Por exemplo: Foi ele quem me disse a verdade = Foi ele o que me disse a verdade. Nesses casos o pronome quem será denominado de Pronome Relativo Indefinido.

Na montagem do período, deve-se colocar o pronome relativo quem imediatamente após o substantivo repetido, que passará a ser chamado de elemento antecedente.

Por exemplo: nas orações Este é o artista. Eu me referi ao artista ontem, há o substantivo artista repetido. Pode-se usar o pronome relativo quem e, assim, evitar a repetição de artista. O pronome será colocado após o substantivo. Então, tem-se Este é o artista quem... Este quem está no lugar da palavra artista da outra oração. Deve-se, agora, terminar a outra oração: ...eu me referi ontem, ficando Este é o artista quem me referi ontem. Como o verbo referir-se exige a preposição a, ela será colocada antes do pronome relativo. Então tem-se:

Este é o artista a quem me referi ontem.



Não se pode iniciar o período pela outra oração, pois o pronome relativo quem só funciona como sujeito, quando puder ser substituído por o que, a que, os que, as que, aquele que, aqueles que, aquela que, aquelas que.

Outros exemplos:

01) Encontrei o garoto. Você estava procurando o garoto.

Substantivo repetido = garoto

Colocação do pronome após o substantivo = Encontrei o garoto quem...

Restante da outra oração = ...você estava procurando.

Junção de tudo = Encontrei o garoto quem você estava procurando. Como procurar é verbo transitivo direto, o pronome quem funciona como objeto direto. Então, deve-se antepor a prep. a ao pronome relativo, funcionando como objeto direto preposicionado.

Encontrei o garoto a quem você estava procurando.



Começando pela outra oração:

Colocação do pronome após o substantivo = Você estava procurando o garoto quem ...

Restante da outra oração = ... encontrei

Junção de tudo = Você estava procurando o garoto quem encontrei. Novamente objeto direto preposicionado:

Você estava procurando o garoto a quem encontrei.



02) Aquele é o homem. Eu lhe falei do homem.

Substantivo repetido = homem

Colocação do pronome após o substantivo = Aquele é o homem quem...

Restante da outra oração = ...lhe falei.

Junção de tudo = Aquele é o homem quem lhe falei. Como falar está usado com a prep. de, deve-se antepô-la ao pronome relativo, ficando

Aquele é o homem de quem lhe falei.

Não se esqueça disto:

O pronome relativo quem somente deve ser utilizado antecedido de preposição;
Quando for objeto direto, será antecedido da prep. a, transformando-se em objeto direto preposicionado;

Somente funciona como sujeito, quando puder ser substituído por o que, os que, a que, as que, aquele que, aqueles que, aquela que, aquelas que.

 

O Pronome Relativo Qual



Este pronome tem o mesmo valor de que e de quem.

É sempre antecedido de artigo, que concorda com o elemento antecedente, ficando o qual, a qual, os quais, as quais.

Se a preposição que anteceder o pronome relativo possuir duas ou mais sílabas, só poderemos usar o pronome qual, e não que ou quem. Então só se pode dizer O juiz perante o qual testemunhei. Os assuntos sobre os quais conversamos, e não O juiz perante quem testemunhei nem Os assuntos sobre que conversamos.

Outro exemplo:

Meu irmão comprou o restaurante. Eu falei a você sobre o restaurante.

Substantivo repetido = restaurante

Colocação do pronome após o substantivo = Meu irmão comprou o restaurante que ...

Restante da outra oração = ... eu falei a você.

Junção de tudo = Meu irmão comprou o restaurante que eu falei a você. Observe que o verbo falar, na oração apresentada, foi usado com a preposição sobre, que deverá ser anteposta ao pronome relativo: Meu irmão comprou o restaurante sobre que eu falei a você. Como a preposição sobre possui duas sílabas, não se pode usar o pronome que, e sim o qual, ficando, então:

Meu irmão comprou o restaurante sobre o qual eu falei a você.

 

 

O Pronome Relativo Onde


Este pronome tem o mesmo valor de em que.

Sempre indica lugar, por isso funciona sintaticamente como Adjunto Adverbial de Lugar.

Se a preposição em for substituída pela prep. a ou pela prep. de, substituiremos onde por aonde e donde, respectivamente. Por exemplo: O sítio aonde fui é aprazível. A cidade donde vim fica longe.

Será Pronome Relativo Indefinido, quando puder ser substituído por O lugar em que. Por exemplo, na frase: Eu nasci onde você nasceu. = Eu nasci no lugar em que você nasceu.

Outro exemplo:

Eu conheço a cidade. Sua sobrinha mora na cidade.

Substantivo repetido = cidade

Colocação do pronome após o substantivo = Eu conheço a cidade que...

Restante da outra oração = ... sua sobrinha mora.

Junção de tudo = Eu conheço a cidade que sua sobrinha mora. O verbo morar exige a prep. em, pois quem mora, mora em algum lugar. Então:

Eu conheço a cidade em que sua sobrinha mora.

Eu conheço a cidade na qual sua sobrinha mora.

Eu conheço a cidade onde sua sobrinha mora.

 

 

O Pronome Relativo Quanto


Este pronome é sempre antecedido de tudo, todos ou todas, concordando com esses elementos (quanto, quantos, quantas).
Ex:

Fale tudo quanto quiser falar.

Traga todos quantos quiser trazer.

Beba todas quantas quiser beber.

 

 

Pronomes de Tratamento

São pronomes empregados no trato com as pessoas, familiarmente ou respeitosamente. Embora o pronome de tratamento se dirija à segunda pessoa, toda a concordância deve ser feita com a terceira pessoa. Usa-se Vossa, quando conversamos com a pessoa, e Sua, quando falamos da pessoa.

Ex.

Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas responsabilidades e não com as dele.

Sua Excelência, o Prefeito, que se encontra ausente.

 

Eis uma pequena lista de pronomes de tratamento:

AUTORIDADES DE ESTADO

Civis

Pronome de tratamento – Abreviatura - Usado para

1 - Vossa Excelência - V. Ex.a - Presidente da República, Senadores da República, Ministro de Estado, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Embaixadores, Vereadores, Cônsules, Chefes das Casas Civis e Casas Militares.

2 - Vossa Magnificência -            V. M. - Reitores de Universidade                                         

3 - Vossa Senhoria - V. S.a - Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais



Judiciárias

Pronome de tratamento – Abreviatura - Usado para

1 - Vossa Excelência - V. Ex.a - Desembargador da Justiça, curador, promotor

2 - Meritíssimo Juiz - M. - Juiz, Juízes de Direito

3 - Vossa Senhoria - V. S.a - Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais



Militares

Pronome de tratamento – Abreviatura - Usado para

1 - Vossa Excelência - V. Ex.a - Oficiais generais (até coronéis)

2 - Vossa Senhoria - V. S.a - Outras patentes militares

3 - Vossa Senhoria - V. S.a - Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais

 

AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS

Pronome de tratamento – Abreviatura - Usado para

1 - Vossa Santidade - V. S. - Papa

2 - Vossa Eminência Reverendíssima - V. Em.a Revm.a - Cardeais, arcebispos e bispos

3 - Vossa Reverendíssima - V. Revma - Abades, superiores de conventos, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral



AUTORIDADES MONÁRQUICAS

Pronome de tratamento – Abreviatura - Usado para

1 - Vossa Majestade - V. M. - Reis e Imperadores

2 - Vossa Alteza - V. A. - Príncipe, Arquiduques e Duques

3 - Vossa Reverendíssima - V. Revma - Abades, superiores de conventos, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral



OUTRAS AUTORIDADES

Pronome de tratamento – Abreviatura - Usado para

1 - Vossa Senhoria - V. S.a - Dom

2 - Doutor - Dr. - Doutor

3 – Comendador - Com. - Comendador

 4 – Professor - Prof. - Professor

 

 

Pronomes Possessivos

São aqueles que indicam posse, em relação às três pessoas do discurso. São eles: meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s).

 

Empregos dos pronomes possessivos:


01) O emprego dos possessivos de terceira pessoa seu, sua, seus, suas pode dar duplo sentido à frase (ambigüidade). Para evitar isso, coloca-se à frente do substantivo dele, dela, deles, delas, ou troca-se o possessivo por esses elementos.
Ex.

Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus documentos.

De quem eram os documentos? Não há como saber. Então a frase está ambígua. Para tirar a ambigüidade, coloca-se, após o substantivo, o elemento referente ao dono dos documentos: se for Joaquim: Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus documentos dele; se for Sandra: Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus documentos dela. Pode-se, ainda, eliminar o pronome possessivo: Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com os documentos dele (ou dela).

 

 

02) É facultativo o uso de artigo diante dos possessivos.
Ex.

Trate bem seus amigos. ou Trate bem os seus amigos.

 

03) Não se devem usar pronomes possessivos diante de partes do próprio corpo.
Ex.

Amanhã, irei cortar os cabelos.

Vou lavar as mãos.

Menino! Cuidado para não machucar os pés!

 

04) Não se devem usar pronomes possessivos diante da palavra casa, quando for a residência da pessoa que estiver falando.
Ex.

Acabei de chegar de casa.

Estou em casa, tranqüilo.

 

 

Pronomes Demonstrativos

Pronomes demonstrativos são aqueles que situam os seres no tempo e no espaço, em relação às pessoas do discurso. São os seguintes:

01) Este, esta, isto:

São usados para o que está próximo da pessoa que fala e para o tempo presente.
Ex.

Este chapéu que estou usando é de couro.

Este ano está sendo cheio de surpresas.

 

02) Esse, essa, isso:

São usados para o que está próximo da pessoa com quem se fala, para o tempo passado recente e para o futuro.
Ex.

Esse chapéu que você está usando é de couro?

2003. Esse ano será envolto em mistérios.

Em novembro de 2001, inauguramos a loja. Até esse mês, nada sabíamos sobre comércio.

 

03) Aquele, aquela, aquilo:

São usados para o que está distante da pessoa que fala, e da pessoa com quem se fala e para o tempo passado remoto.
Ex.

Aquele chapéu que ele está usando é de couro?

Em 1974, eu tinha 15 anos. Naquela época, Londrina era uma cidade pequena.

 

Outros usos dos demonstrativos:

01) Em uma citação oral ou escrita, usa-se este, esta, isto para o que ainda vai ser dito ou escrito, e esse, essa, isso para o que já foi dito ou escrito.
Ex.

Esta é a verdade: existe a violência, porque a sociedade a permitiu.

Existe a violência, porque a sociedade a permitiu. A verdade é essa.

 

02) Usa-se este, esta, isto em referência a um termo imediatamente anterior.

Ex.

O fumo é prejudicial à saúde, e esta deve ser preservada.

Quando interpelei Roberval, este assustou-se inexplicavelmente.

 

03) Para estabelecer-se a distinção entre dois elementos anteriormente citados, usa-se este, esta, isto em relação ao que foi mencionado por último e aquele, aquela, aquilo, em relação ao que foi nomeado em primeiro lugar.
Ex.

Sabemos que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos é de domínio destes sobre aquele.

Os filmes brasileiros não são tão respeitados quanto as novelas, mas eu prefiro aqueles a estas.

 

04) O, a, os, as são pronomes demonstrativos, quando equivalem a isto, isso, aquilo ou aquele(s), aquela(s).
Ex.

Não concordo com o que ele falou. (aquilo que ele falou)

Tudo o que aconteceu foi um equívoco. (aquilo que aconteceu)

 

 

Pronomes Indefinidos

Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de uma maneira vaga, imprecisa, genérica.

São eles: alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, outrem, mais, menos, demais, algum, alguns, alguma, algumas, nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas, todo, todos, toda, todas, muito, muitos, muita, muitas, bastante, bastantes, pouco, poucos, pouca, poucas, certo, certos, certa, certas, tanto, tantos, tanta, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas, um, uns, uma, umas, qualquer, quaisquer, (além das locuções pronominais indefinidas): cada um, cada qual, quem quer que, todo aquele que, tudo o mais...

Usos de alguns pronomes indefinidos:

01) Todo:

O pronome indefinido todo deve ser usado com artigo, se significar inteiro e o substantivo à sua frente o exigir; caso signifique cada ou todos não terá artigo, mesmo que o substantivo exija.
Ex.

Todo dia telefono a ela. (Todos os dias)

Fiquei todo o dia em casa. (O dia inteiro)

Todo ele ficou machucado. (Ele inteiro, mas a palavra ele não admite artigo)

 

02) Todos, todas:

Os pronomes indefinidos todos e todas devem ser usados com artigo, se o substantivo à sua frente o exigir.
Ex.

Todos os colegas o desprezam.

Todas as meninas foram à festa.

Todos vocês merecem respeito.

 

03) Algum:
O pronome indefinido algum tem sentido afirmativo, quando usado antes do substantivo; passa a ter sentido negativo, quando estiver depois do substantivo.
Ex.

Amigo algum o ajudou. (Nenhum amigo)

Algum amigo o ajudará. (Alguém)

 

04) Certo:

A palavra certo será pronome indefinido, quando anteceder substantivo e será adjetivo, quando estiver posposto a substantivo.
Ex.

Certas pessoas não se preocupam com os demais.

As pessoas certas sempre nos ajudam.

 

05) Qualquer:

O pronome indefinido qualquer não deve ser usado
em sentido negativo. Em seu lugar, deve-se usar algum, posteriormente ao substantivo, ou nenhum.
Ex.

Ele entrou na festa sem qualquer problema. Essa frase está inadequada gramaticalmente. O adequado seria:

Ele entrou na festa sem problema algum.

Ele entrou na festa sem nenhum problema.

 

 

 

 

 

 

Pronomes Interrogativos

 

São os pronomes que, quem, qual e quanto usados em frases interrogativas diretas ou indiretas.
Ex.

Que farei agora? - Interrogativa direta.

Quanto te devo, meu amigo? - Interrogativa direta.

Qual é o seu nome? - Interrogativa direta.

Não sei quanto devo cobrar por esse trabalho. - Interrogativa indireta.

 

Notas:

01) Na expressão interrogativa Que é de? subentende-se a palavra feito: Que é do sorriso? (= Que é feito do sorriso? ), Que é dele? (= Que é feito dele?). Nunca se deve usar quédê, quedê ou cadê, pois essas palavras oficialmente não existem, apesar de, no Brasil, o uso de cadê ser cada dia mais constante.

02) Não se deve usar a forma o que como pronome interrogativo; usa-se apenas que, a não ser que o pronome seja colocado depois do verbo.
Ex.

Que você fará hoje à noite? e não: O que você fará hoje à noite?

Que queres de mim? e não: O que queres de mim?

Você fará o quê?

 

 

 

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