A Europa demorou, mas engendrou um inteligente pacote de ajuda à Grécia capaz de salvar o EURO da iminente desintegração.
O pacote foi generoso (US$ 156 bilhões), alongou sensivelmente o perfil da dívida (15 a 30 anos, com 10 anos de carência) e transferiu renda dos países mais ricos para a Grécia ao cobrar apenas 3,5% juros ao ano.
Surpreendente foi o engenhoso CALOTE, pois além de imputar parte dos custos ao setor privado, seguramente vai frear a irresponsabilidade do Mercado Financeiro, que emprestou demais a quem não poderia pagar.
Até mesmo a Grécia arcará com parte dos custos, pois se comprometeu com planos de austeridade e privatizações.
Ao autorizar a atuação no mercado secundário de títulos, a Europa vai pagar menos pelas dívidas e ainda regular a taxa de juros que cada país paga. Evitando o descontrole total.
Repare que o Brasil pagava mais caro que cada um dos PIIGS, mas o nosso Risco País caiu enquanto o deles subiu igual foguete.
Por outro lado, engana-se quem pensa que todos os problemas foram resolvidos. Os países da Zona do Euro continuam sem Política Cambial, sem Política Monetáriae sem Política Fiscal, devido aos planos de austeridade.
O EURO foi adotado em 1999. Veja como poucos anos após sua implantação os desequilíbrios se acentuaram:
Por ora, a tragédia foi evitada, mas os próximos anos prometem fortes emoções. Quem viver, verá.
Sobre o Autor PAULO CÉSAR PEREIRA (SAPOIA) - Engenheiro Civil, aprovado em 26 concursos, autor do site da TÉCNICA DO CHUTE, já teve mais de 4 milhões de visitas no YouTube.
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